Quando ouvimos falar em Indústria 4.0 e Internet das Coisas (IoT), grande parte das pessoas cita os termos como se fossem intercambiáveis ou tivessem o mesmo significado. Embora as tecnologias sejam similares e tenham objetivos em comum, os conceitos possuem sentidos e aplicações diferentes na indústria.


A começar pela criação. Os dois termos foram inventados por entidades diferentes, que possuem atuações diversas no mercado. Enquanto a Indústria 4.0 é uma iniciativa do governo alemão, citada, pela primeira vez, em 2011, a Internet das Coisas foi criada pelo pesquisador britânico Kevin Ashton, em 1999, para denominar o interfuncionamento de dispositivos sem a interferência humana.


Outra diferença notável é que a Indústria 4.0 tem como objetivo principal integrar o mundo virtual aos processos industriais reais, de forma que garanta a competividade das empresas em um mercado rápido e dinâmico. Já a Internet das Coisas tem como foco permitir a adoção das tecnologias conectadas à internet na cadeia de valor da organização.


Vamos, portanto, para as definições e exemplos práticos de cada uma delas:


INDÚSTRIA 4.0


A Indústria 4.0 tem como premissa utilizar meios digitais para automatizar a produção das empresas. Com o objetivo de integrar o mundo virtual aos processos do mundo real, o conceito engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos procedimentos industriais.


O intuito da Indústria 4.0 é transformar as empresas e como operam em fábricas inteligentes, que possuem autonomia de comandar todos os processos da cadeia de produção por meio de sistemas cyber-físicos e dispositivos interconectados, que conversam entre si e com os humanos em tempo real.


Todos os processos dessas fábricas inteligentes são integrados e customizáveis. Do fluxo de atividades diárias, passando por treinamentos, personalização da produção, manutenções e mitigação de falhas nos procedimentos: com a Indústria 4.0, tudo será monitorado e resolvido em tempo real.


INTERNET DAS COISAS


O princípio da Internet das Coisas (IoT) é conectar qualquer dispositivo que gere informações e esteja conectado à internet (celulares, eletrodomésticos, carros etc) a uma rede de compartilhamento. Essa rede faz com que haja uma interatividade entre os aparelhos, que conseguem interagir uns com os outros, sem a necessidade de interferência humana.


Na indústria, a IoT pode conectar toda linha de produção com a nuvem ou uma base de dados, para que haja um compartilhamento em tempo real de informações entre todos os sistemas, equipamentos e ativos.


A Internet das Coisas pode ser utilizada em uma fábrica para gerenciar processos, analisar atividades, coletar dados em tempo real, verificar tendências de manutenção e controlar a efetividade e a qualidade da produção.


A partir de sua implementação, a empresa passa a observar um aumento em sua produtividade; a redução de gastos com imprevistos, como panes e paradas em máquinas; a oportunidade de gerar novos negócios internos; e o aumento da tomada de decisões mais assertivas.


INTERNET DAS COISAS NA INDÚSTRIA 4.0


A Internet das Coisas é um dos pilares de atuação da Indústria 4.0 no mercado. Como a IoT permite a conexão em rede entre objetos físicos, ambientes e pessoas, todos os sistemas que funcionam com essa integração e possuem sensores e atuadores são denominados cyber-físicos – ou a base da Indústria 4.0.


Toda linha de produção digitalizada e automatizada, premissa da Indústria 4.0, só é realizada, portanto, por meio da Internet das Coisas, que permite conectar essas informações em dispositivos e na nuvem. Ou seja, a integração completa da cadeia de valor só funciona com a tecnologia da IoT.


As aplicações da Internet das Coisas na Indústria 4.0 são, consequentemente, infinitas, afinal, só com a IoT é possível criar patamares de eficiência e conduzir a união entre tecnologias como Big Data e Realidade Aumentada.


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